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A turbulência política no Vasco e suas consequências para o futuro do clube

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Nos últimos dias, a política interna do Vasco da Gama se tornou um verdadeiro campo de batalha. A demissão de quatro diretores da administração do clube não é apenas um reflexo de desavenças, mas um sinal claro de que a situação está se tornando insustentável. Entre os exonerados, destacam-se Felipe Carregal e Sílvio Almeida, que também deixaram o Conselho de Governança, Integridade e Compliance (CGIC). E não parou por aí: Renato Brito, o Vice-Presidente geral, foi escanteado de suas funções, evidenciando a fragilidade da sua posição dentro da atual gestão.

A saída de Manoel Cordeiro da presidência do CGIC e a ascensão de Marcelo Macedo, o conhecido Tangerina, como presidente interino, trazem à tona um clima de incerteza. A torcida, sempre atenta, percebe que a confiança entre os membros da diretoria está em baixa. Renato Brito, que fazia parte do grupo dissidente chamado ‘G5 – CRVG’, agora se vê isolado, sem o respaldo necessário para continuar sua trajetória no clube.

O que mais chama a atenção é o vazamento de prints que expuseram conversas do grupo, especialmente após o afastamento de Pedrinho pela Justiça. Essa situação não caiu bem e, como resultado, a direção de Pedrinho rompeu totalmente com os membros do G5. A lista de exonerados é significativa e inclui nomes como Silvio Almeida e Raphael ‘Pulga’ Avellar, que sempre foram figuras respeitadas dentro do clube.

Em uma declaração ao ge, Renato Brito se defendeu, alegando que os prints estavam descontextualizados e que sempre se manifestou de forma reservada sobre suas discordâncias. No entanto, a percepção da torcida é de que há uma movimentação contra a atual gestão, o que pode ser um sinal de que a união que sempre foi a marca registrada do Vasco está se desfazendo.

Com Renato afastado de suas funções, a responsabilidade pela reforma de São Januário agora recai sobre um conselho que inclui Alan Belaciano e Thiago Nascimento. A reforma, que é um sonho antigo da torcida, está estagnada, e o clube enfrenta um orçamento de R$ 800 milhões, muito acima da estimativa inicial de R$ 500 milhões. O aumento se deve à correção dos valores da construção civil, e a principal esperança de receita está na venda dos naming rights do estádio.

Enquanto isso, a torcida aguarda ansiosamente por notícias sobre o início das obras, que ainda não têm uma previsão definida. O Vasco, um clube com uma história rica e uma torcida apaixonada, não pode se dar ao luxo de ficar parado. A pressão nas arquibancadas é grande, e a identidade vascaína clama por ação e resultados. O futuro do clube depende de decisões acertadas e de uma gestão que saiba unir forças em prol de um objetivo comum: a grandeza do Vasco da Gama.

Fonte: https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/07/27/bastidores-pedrinho-racha-com-vice-presidente-geral-do-vasco-e-conselho-de-governanca-sofre-mudancas.ghtml