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Vasco e Santa Fe: Um Reencontro Emocionante Após 30 Anos na Altitude

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O coração vascaíno pulsou forte ao rever o clube em Bogotá, no emblemático estádio El Campín, após três longas décadas. O empate sem gols contra o Santa Fe nas quartas de final da Copa Sul-Americana não foi apenas um jogo; foi um reencontro com a história, uma chance de redimir um passado que ainda ecoa nas arquibancadas.

Recordo-me da última vez que o Vasco pisou naquele solo, em 1996, quando a equipe, após vencer o primeiro jogo por 2 a 1 em São Januário, viu a eliminação se desenhar em um dramático confronto nos pênaltis. A altitude, que sempre foi um adversário à parte, parecia ter um peso ainda maior naquela ocasião. Mas agora, 30 anos depois, o Vasco voltou a encarar a cidade com a coragem que só um verdadeiro cruzmaltino possui.

Historicamente, o Vasco não tem um desempenho favorável em altitudes. Nos últimos dez anos, foram cinco partidas em locais acima de 2.000 metros, com apenas dois empates e três derrotas que deixaram marcas profundas na memória da torcida. A lembrança da goleada por 4 a 0 para o Jorge Wilstermann em 2018 ainda é dolorosa, assim como as derrotas para LDU e Independiente del Valle. Porém, o que se viu desta vez foi um Vasco mais sólido, que conseguiu não ser vazado, um sinal de evolução e resiliência.

O jogo em Bogotá foi um teste de fogo. A pressão da torcida adversária, a altitude de 2.640 metros e a história a ser reescrita tornaram o desafio ainda mais intenso. O Vasco, sob a batuta de Pedro Emanuel, mostrou que aprendeu com os erros do passado. O empate pode não ter sido o resultado dos sonhos, mas foi um passo importante para a construção de uma nova narrativa.

O retrospecto do Vasco contra times colombianos é, de certa forma, um alento. Com 12 vitórias em 26 confrontos, a equipe sempre teve um bom desempenho contra os rivais da terra de Gabriel García Márquez. A lembrança do empate em 2 a 2 contra o Independiente Medellín e a vitória por 1 a 0 no Rio de Janeiro são provas de que o Vasco tem o que é preciso para brilhar fora de casa.

O sentimento de esperança e a paixão pela camisa cruzmaltina são o que nos move. Cada jogo é uma nova chance de mostrar a força da nossa torcida, que nunca abandona o time, mesmo nas adversidades. O Vasco é mais que um clube; é uma paixão que transcende gerações. E, enquanto houver um vascaíno no mundo, a chama da nossa história continuará a brilhar.

Fonte: https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/09/09/vasco-passa-ileso-contra-o-santa-fe-e-supera-historico-ruim-na-altitude.ghtml